Um povo que cerra fileiras...
Singularidades do 25 de Abril, numa aldeia do interior de Portugal, chamada Forninhos.
A mesma pacatez como se o tempo fosse igual ao de quarenta anos atras. O sino a tocar, as batatas a "semear" e o ar de desdem por termos conseguido dois cravos vermelhos que ostentamos.
Um dia indiferente para quem viu morrer filhos e netos na nefasta guerra, os mesmos que viram partir na clandestinidade, tantos e tantos...
Doi imenso o ignorar este dia, dia que trouxe tanta coisa e respeito mundial, que lavou a ignominia do fascismo ao ser um exemplo mundial que a vizinha Espanha aperfilhou, um povo de bem.
Pior o ar circunspecto das comemoracoes no parlamento, mea culpa pela ignorancia daqueles que tudo fizeram para terem assento numa cadeira, os tentarem calar na vergonha de nem o presidente ostentar um cravo encarnado.
Mas no outro canal televisivo, do Carmo ao Maria Pia, na manha de hoje, aqueles milhares que cantavam o Grandola da boca do Zeca Afonso, exultantes, transpiravam esperanca e certeza de que somos livres de voar.
Abril sempre!!!
Artigo Completo: Somos Livres
Fonte: O Blog dos Forninhenses
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