Embora tenha entrado para a História do Cinema como o autor de SHOAH, por muitos considerado como o filme definitivo sobre o extermínio dos judeus europeus pelos nazis, Claude Lanzmann só chegou muito tardiamente ao cinema (“Não sou cinéfilo, embora o lamente”, declarou numa entrevista de 1998). Nascido numa família de judeus oriundos da Europa Oriental, nas redondezas de Paris (tal como o seu pai; a sua mãe chegara a França aos três anos de idade), Lanzmann foi membro, ainda adolescente, de um grupo de resistência e estudou Filosofia a seguir à guerra.
Tornou-se então próximo de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, com quem colaborou, fazendo parte do comité de redacção de Les Temps Modernes, da qual foi posteriormente diretor, e desenvolvendo outras atividades jornalísticas, inclusive na televisão. É quando dirige a montagem de uma reportagem televisiva feita em Israel, que descobre verdadeiramente o cinema: “a montagem é uma forma de escrita”. Realiza o seu primeiro filme, o documental POURQUOI ISRAËL, quando já se aproximava dos cinquenta anos. Lança-se então no trabalho de construção de SHOAH, que se estende durante doze anos e que, indiscutivelmente, trata o Holocausto como nunca tinha sido feito até então. TSAHAL, sobre o exército de Israel, completa o que Lanzmann considera como uma trilogia sobre aquele país. Todos os filmes subsequentes de Lanzmann abordam aspetos específicos do Holocausto, a tal ponto que isto encobriu o seu trabalho sobre a forma cinematográfica.
Texto: Cinemateca Portuguesa
O TMG apresenta esta noite "Sobibor, 14 de outubro 1943, 16h00". A sessão é às 21h30 no Pequeno Auditório.
Texto: Cinemateca Portuguesa
O TMG apresenta esta noite "Sobibor, 14 de outubro 1943, 16h00". A sessão é às 21h30 no Pequeno Auditório.
Artigo Completo: Claude Lanzmann: o realizador de "Sobibor", filme que passa hoje no TMG
Fonte: Teatro Municipal da Guarda
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