"Tão antigos como o homem devem ser os caminhos do mundo. Nas suas andanças da caverna para a fonte ou para o poiso de caça, para o açude que lhe dava os peixes ou mesmo para a floresta, à cata do pomo e amora silvestre, lá teria sua vereda esconsa o nosso avô troglodita, alongada séculos depois pelos seus filhos e netos, vasconsos, iberos, celtiberos, e lusitanos até à orca, ou a trepar os alcantis dos montes, até aos castros, ou ramificando-se até mais longe à procura de mais peixe, de mais caça, de mais fruta ou mesmo de lenha. Deviam ser escusos e meandrosos esses caminhos, quem sabe mesmo se cobertos em grande parte pela ramaria das matas e giestais". O Pe. Luís Lemos faz assim uma bela apresentação das vias de comunicação da região.
De realçar a "invasora" cultura romana que fez com que as gentes dos povoados castrenses, tal como o de S. Pedro, descesse para o vale e assim foram abrindo caminhos, primeiramente para as fazendas e de seguida outros mais largos que o corpo do homem que permitiam a circulação, embora penosa, de carros de bois, calcorreando encostas e ladeiras, permitindo durante séculos o comércio entre as comarcas vizinhas, ao mesmo tempo em que se mantiveram as poldras de granito assentes sobre o leito dos riachos e ribeiras.
Como fazendo jus ao ditado de que todos os caminhos vão dar a Roma, seria por estes caminhos onde entroncavam as vias de Viseu à Guarda e da Guarda a Lamego e uma via que vinha de Linhares. Segundo alguns investigadores, o cruzamento da procedente da Insua, dava-se em Forninhos, passando pelo Castro de S. Pedro e mais tarde foram utilizados para a invasão dos árabes, dos franceses e castelhanos.
Depois o mais perto que houve em Forninhos, respeitante à evolução das vias de comunicação, parece foi a feitura da estrada distrital entre Fornos de Algodres e Aguiar da Beira, determinada por Legislação Régia em 1880. http://ift.tt/1nuRG8f. É só clicar aí no azul e ver e, depois de ver, clique na setinha lá em cima à esquerda e volta outra vez para este texto:é assim que isto funciona...
E, durante séculos, a nossa terra, tal como outras aldeias do interior do país, esteve votada ao abandono e ostracismo, num atraso e miséria atroz, sendo disso exemplo o povoado dos Valagotes, anexo da freguesia de Forninhos, em que ainda no Séc. XX as crianças para irem à escola, calcorreavam montes e vales pela serra, sujeitos a nevões e todo o tipo de intempéries e outros riscos. Os próprios falecidos eram carregados aos ombros da Irmandade por carreiros escombrosos para o distante cemitério da freguesia.
Com a revolução do 25 de Abril, criaram-se expectativas com novos horizontes e caminhos, tal como veio a acontecer então com os Valagotes que graças ao Movimento das Forças Armadas na sua campanha de dinamização rumo às aldeias, rasgou com meios militares e trabalho dos soldados, a primeira estrada, partindo da Senhora dos Verdes e onde existiam umas simples poldras centenárias na Ribeira de Carapito, à saída do povoado e no limite com Penaverde. Junto ao moinho do Bombo, foi construída uma ponte que veio permitir a circulação rodoviária e trazer uma nova esperança.
Foto: Povoado dos Valagotes, obtida através da pág. facebook da A.R.C.D. de Valagotes.
| Povoado dos Valagotes |
De realçar a "invasora" cultura romana que fez com que as gentes dos povoados castrenses, tal como o de S. Pedro, descesse para o vale e assim foram abrindo caminhos, primeiramente para as fazendas e de seguida outros mais largos que o corpo do homem que permitiam a circulação, embora penosa, de carros de bois, calcorreando encostas e ladeiras, permitindo durante séculos o comércio entre as comarcas vizinhas, ao mesmo tempo em que se mantiveram as poldras de granito assentes sobre o leito dos riachos e ribeiras.
Como fazendo jus ao ditado de que todos os caminhos vão dar a Roma, seria por estes caminhos onde entroncavam as vias de Viseu à Guarda e da Guarda a Lamego e uma via que vinha de Linhares. Segundo alguns investigadores, o cruzamento da procedente da Insua, dava-se em Forninhos, passando pelo Castro de S. Pedro e mais tarde foram utilizados para a invasão dos árabes, dos franceses e castelhanos.
Depois o mais perto que houve em Forninhos, respeitante à evolução das vias de comunicação, parece foi a feitura da estrada distrital entre Fornos de Algodres e Aguiar da Beira, determinada por Legislação Régia em 1880. http://ift.tt/1nuRG8f. É só clicar aí no azul e ver e, depois de ver, clique na setinha lá em cima à esquerda e volta outra vez para este texto:é assim que isto funciona...
E, durante séculos, a nossa terra, tal como outras aldeias do interior do país, esteve votada ao abandono e ostracismo, num atraso e miséria atroz, sendo disso exemplo o povoado dos Valagotes, anexo da freguesia de Forninhos, em que ainda no Séc. XX as crianças para irem à escola, calcorreavam montes e vales pela serra, sujeitos a nevões e todo o tipo de intempéries e outros riscos. Os próprios falecidos eram carregados aos ombros da Irmandade por carreiros escombrosos para o distante cemitério da freguesia.
Com a revolução do 25 de Abril, criaram-se expectativas com novos horizontes e caminhos, tal como veio a acontecer então com os Valagotes que graças ao Movimento das Forças Armadas na sua campanha de dinamização rumo às aldeias, rasgou com meios militares e trabalho dos soldados, a primeira estrada, partindo da Senhora dos Verdes e onde existiam umas simples poldras centenárias na Ribeira de Carapito, à saída do povoado e no limite com Penaverde. Junto ao moinho do Bombo, foi construída uma ponte que veio permitir a circulação rodoviária e trazer uma nova esperança.
Foto: Povoado dos Valagotes, obtida através da pág. facebook da A.R.C.D. de Valagotes.
Artigo Completo: Até à Estrada dos Valagotes...
Fonte: O Blog dos Forninhenses
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